Atividade microbiana em solos com diferentes utilizações agropecuárias

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Considerando que o uso e manejo inadequado dos solos podem acarretar desequilíbrios ecossistêmicos e levar à depreciação da sua qualidade, comprometendo a produtividade nos agroecossistemas, este estudo objetivou avaliar a atividade microbiana em solos com diferentes utilizações agropecuárias no Instituto Federal de Minas Gerais, Campus São João Evangelista / MG, por meio das variáveis: carbono da biomassa microbiana (Cmic.); respiração basal do solo (RBS); quociente metabólico (qCO2); e atividade das enzimas arilsulfatase e β-glicosidade (tecnologia de Bioanálise de Solo BioAS). O estudo foi realizado em 5 áreas com diferentes usos do solo: fragmento de mata nativa, plantio comercial de eucalipto, área de pastagem com capim braquiária, plantio de café em sistema de manejo convencional irrigado e um sistema agroflorestal biodiverso sintrópico. Os resultados evidenciaram que o uso e o manejo do solo afetam diretamente a biomassa e a eficiência metabólica da microbiota. Sistemas intensivos, como café irrigado e pastagem, apresentaram baixa biomassa microbiana e maior quociente metabólico, indicando estresse microbiano associado ao rápido consumo de matéria orgânica, compactação e menor disponibilidade de recursos. Em contraste, o cultivo de eucalipto mostrou maior acúmulo de biomassa microbiana, porém com baixa atividade respiratória, sugerindo decomposição lenta devido ao predomínio de compostos recalcitrantes na serrapilheira. A mata nativa apresentou o melhor equilíbrio biológico, refletindo alta atividade microbiana sustentada por boa disponibilidade de matéria orgânica e condições físicas adequadas. O sistema agroflorestal, por sua vez, aproximou-se desse padrão, com valores de biomassa e atividade respiratória similares aos da vegetação nativa, reforçando seu potencial como estratégia sustentável. No conjunto, os resultados demonstram que práticas que aumentam a diversidade vegetal e mantêm cobertura do solo favorecem a saúde microbiana e a qualidade dos agroecossistemas.


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