Estudo para recuperação de área degradada por mineração em processo de invasão por Leucaena leucocephala (LAM.) de WIT e o seu controle.

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As invasões biológicas promovem a degradação dos ecossistemas e a redução dos serviços ambientais, apresentando-se como uma das principais causas da perda da biodiversidade. A leucena (Leucaena leucocephala Lam. R. de Wit) é uma espécie arbustivo arbórea nativa do México, considerada invasora em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. O objetivo desse trabalho foi estudar a interação biológica da leucena na recuperação de áreas degradadas através da avaliação dos seus efeitos em nutrientes e microrganismos do solo, além de testar diferentes métodos de controle físico-químicos do seu potencial invasor. Foram realizados dois experimentos: i) coleta de amostras compostas de solo em área ocupada predominante pela leucena (tratamento) e áreas ocupadas por pastagem exótica brachiária em regeneração natural (pré-tratamento) e área de Floresta Estacional Semidecidual (controle), descrita no estudo como mata nativa. As amostras de solo foram analisadas em seus parâmetros químicos e biológicos, esse último com foco na diversidade alfa e beta de microrganismos e suas funções metabólicas; ii) realização de delineamento experimental para estudar o controle da espécie em uma área invadida, com aplicação de oito tratamentos e três repetições em blocos casualizados, com uso dos herbicidas picloran+2,4D (288 +1.080 g ha-1), triclopir-butotílico (5 L p.c./ha), glifosato (2,40 kg i.a. ha-1), isolados e os mesmos aplicados posteriormente no toco da planta, após corte raso. Nossos resultados indicaram que: i) a leucena (L. leucocephala) não alterou a composição química do solo e da microbiota local na área invadida, apresentando índices de beta diversidade bastante similares aos da área de mata adjacente, e essas por sua vez, diferiram da área de pastagens exótica em regeneração natural; ii) o melhor tratamento é a aplicação de picloram +2,4D sobre os tocos atingindo média de 80% de eficácia no controle. Mesmo em aplicações diretas, sem a realização de cortes, o picloram +2,4D se mostrou mais eficaz que triclopir e glifosato, atingindo bons resultados de controle até aos 60 dias após o tratamento (DAT).


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