Gerenciamento de riscos e controles internos: um estudo aplicado à Hapvida participações e investimentos S.A.
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Resumo
O presente estudo tem como objetivo analisar a gestão de riscos da Hapvida Participações e Investimentos S.A., identificando os principais fatores de risco aos quais a organização está exposta e os mecanismos adotados para seu gerenciamento e mitigação. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de natureza descritiva, utilizando-se o método de estudo de caso, com base em informações divulgadas pela companhia no Formulário de Referência de 2025, em sua Política de Gestão de Riscos e em outros documentos corporativos disponibilizados ao mercado. Além da análise da Hapvida, foi realizada comparação com outras companhias atuantes no setor de saúde suplementar, buscando verificar a adoção de práticas e referenciais de gerenciamento de riscos. Os resultados permitiram identificar 46 fatores de risco distribuídos em diferentes categorias, com destaque para os riscos relacionados à reputação da marca, litígios decorrentes da prestação de serviços, alterações regulatórias, custos assistenciais e inflação, apontados pela própria companhia como os mais relevantes. Verificou-se que a companhia busca mitigar esses riscos por meio de uma estrutura formal de governança corporativa, gerenciamento de riscos, controles internos e monitoramento contínuo, alinhada aos referenciais COSO ERM e ISO 31000. A análise comparativa demonstrou que os riscos enfrentados pela Hapvida são semelhantes aos observados em outras empresas do setor, embora apresentem particularidades relacionadas ao seu elevado grau de verticalização. Constatou-se ainda que a adoção dos frameworks COSO ERM e ISO 31000 é relativamente recente no setor de saúde suplementar, tendo sido implementada pela maioria das companhias analisadas somente a partir de 2021, após os impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Nesse contexto, destaca-se que a Hapvida já utilizava ambos os referenciais desde 2018, evidenciando uma estrutura de gerenciamento de riscos anterior ao período pandêmico. Conclui-se que a adoção de práticas estruturadas de gerenciamento de riscos contribui para o fortalecimento da governança corporativa, para a mitigação dos principais riscos corporativos e para a sustentabilidade das operações da companhia, conforme autodeclarado, em um ambiente marcado por constantes incertezas regulatórias, econômicas e assistenciais.
