Proposta científica teórica para o isolamento, caracterização e aplicação de células-tronco mesenquimais derivadas da urina (USCs) na terapia regenerativa da doença renal crônica felina

dc.contributor.advisorBarezani, Amanda Soriano Araujo
dc.contributor.authorLeite, Carolina Arruda
dc.contributor.refereeLacorte, Gustavo Augusto
dc.contributor.refereeMazzoni, Talita Sarah
dc.date.accessioned2026-09-03T11:14:43Z
dc.date.created2026-08-24
dc.descriptionA doença renal crônica figura entre as enfermidades mais prevalentes em felinos domésticos idosos e permanece sem terapêutica capaz de promover reparo do parênquima renal, o que tem estimulado a investigação de estratégias baseadas em células-tronco mesenquimais. Neste cenário, as células-tronco mesenquimais derivadas da urina (Urine-Derived Stem Cells – USCs) despontam como fonte de interesse ainda pouco explorada em medicina felina. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente se as evidências científicas atuais sustentam as USCs como fonte teoricamente mais adequada, viável e biologicamente coerente do que as fontes tradicionais para o isolamento, a caracterização e a futura aplicação terapêutica nessa enfermidade, e propor, a partir dessa análise, um protocolo laboratorial integrado. Adotou-se abordagem teórico-propositiva, conduzida por meio de revisão da literatura científica contemporânea publicada entre 2015 e 2026, consultada em bases nacionais e internacionais, com critérios de inclusão e exclusão previamente definidos e extração dos dados em matriz temática comparativa. A análise evidenciou a mudança do paradigma baseado na diferenciação celular para o predomínio da modulação biológica mediada pelo secretoma e pelas vesículas extracelulares, e demonstrou que a origem tecidual condiciona o repertório de mediadores liberados. Foram identificadas limitações das fontes convencionais, como medula óssea, tecido adiposo e tecidos perinatais, especialmente quanto à invasividade da coleta, à heterogeneidade biológica e às dificuldades de padronização. As USCs destacaram-se pela obtenção minimamente invasiva, pela possibilidade de coleta seriada e criopreservação e pela potencial afinidade biológica com o sistema nefrourológico, associada à expressão elevada de α-Klotho, proteína cuja redução acompanha a progressão da nefropatia. Foram discutidos os principais mecanismos propostos para sua atuação na doença renal crônica, incluindo modulação imunológica, atividade parácrina, preservação tubular, proteção microvascular e atenuação da fibrose renal. Constatou-se, ainda, a inexistência de estudos que tenham isolado ou caracterizado USCs na espécie felina. A partir do confronto entre os parâmetros divergentes descritos na literatura, elaborou-se um protocolo operacional que classifica cada decisão técnica quanto ao grau de sustentação disponível, distinguindo o que pode ser extrapolado de protocolos humanos, o que exigiu adaptação à espécie e o que permanece dependente de validação experimental. Concluiu-se que existe plausibilidade biológica suficiente para justificar a investigação experimental das USCs na doença renal crônica felina, sem que as evidências atuais permitam afirmar eficácia ou segurança, razão pela qual a proposta se apresenta como hipótese cientificamente fundamentada e não como terapia validada.
dc.description.abstractChronic kidney disease is among the most prevalent conditions in elderly domestic cats and still lacks a therapeutic approach capable of promoting repair of the renal parenchyma, which has driven the investigation of strategies based on mesenchymal stem cells. In this context, urine-derived stem cells (USCs) emerge as a source of interest that remains poorly explored in feline medicine. The present study aimed to critically analyze whether current scientific evidence supports USCs as a theoretically more suitable, feasible and biologically coherent source than traditional sources for the isolation, characterization and future therapeutic application in this disease, and to propose, based on this analysis, an integrated laboratory protocol. A theoretical-propositional approach was adopted, conducted through a review of the contemporary scientific literature published between 2015 and 2026, retrieved from national and international databases, with previously defined inclusion and exclusion criteria and data extraction into a comparative thematic matrix. The analysis evidenced the shift from the paradigm based on cellular differentiation towards the predominance of biological modulation mediated by the secretome and by extracellular vesicles, and demonstrated that tissue origin conditions the repertoire of released mediators. Limitations of conventional sources were identified, such as bone marrow, adipose tissue and perinatal tissues, particularly regarding the invasiveness of collection, biological heterogeneity and difficulties in standardization. USCs stood out for their minimally invasive collection, the possibility of serial sampling and cryopreservation, and their potential biological affinity with the nephrourological system, associated with the elevated expression of α-Klotho, a protein whose reduction accompanies the progression of nephropathy. The main mechanisms proposed for their action in chronic kidney disease were discussed, including immunomodulation, paracrine activity, tubular preservation, microvascular protection and attenuation of renal fibrosis. Furthermore, the absence of studies that have isolated or characterised USCs in the feline species was verified. From the comparison of the divergent parameters described in the literature, an operational protocol was developed, classifying each technical decision according to the degree of available support, distinguishing what can be extrapolated from human protocols, what required adaptation to the species, and what remains dependent on experimental validation. It was concluded that there is sufficient biological plausibility to justify the experimental investigation of USCs in feline chronic kidney disease, although current evidence does not allow efficacy or safety to be asserted, which is why the proposal is presented as a scientifically grounded hypothesis rather than as a validated therapy.
dc.identifier.advisorLattes3893800546850250
dc.identifier.advisorOrcid0000-0002-3599-4995
dc.identifier.authorLattes5867576433145622
dc.identifier.authorOrcid0009-0002-7572-1841
dc.identifier.refereeLattes8111751949796851
dc.identifier.refereeLattes0313466220477090
dc.identifier.refereeOrcid0000-0002-6866-348X
dc.identifier.refereeOrcid0000-0002-3884-6808
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/20.500.14387/3409
dc.language.isopor
dc.publisher.campiBambuí
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.institutionInstituto Federal de Minas Gerais
dc.publisher.programBacharelado em Medicina Veterinária
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.cnpqCiências Agrárias
dc.subject.keywordsCélulas-tronco mesenquimais
dc.subject.keywordsCélulas-tronco derivadas da urina
dc.subject.keywordsDoença renal crônica felina
dc.subject.keywordsKlotho
dc.subject.keywordsSecretoma
dc.titleProposta científica teórica para o isolamento, caracterização e aplicação de células-tronco mesenquimais derivadas da urina (USCs) na terapia regenerativa da doença renal crônica felina
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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