A influência do trabalho remoto na saúde ocupacional de mulheres trabalhadoras da região do Alto Paraopeba Minas Gerais

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Este estudo investigou a influência do trabalho remoto e híbrido na saúde ocupacional de mulheres trabalhadoras da região do Alto Paraopeba Minas Gerais, com ênfase nas dimensões psicossociais, ergonômicas e organizacionais. A pesquisa adotou abordagem mista e caráter descritivo, combinando revisão bibliográfica e aplicação de um questionário on-line respondido por 43 mulheres atuantes em diferentes setores. Os resultados indicam que o trabalho remoto é avaliado majoritariamente de forma positiva, especialmente em função da flexibilidade, da autonomia e da melhoria percebida na qualidade de vida. Contudo, também foram identificados desafios relevantes, como isolamento social, dificuldades de comunicação, ausência de treinamentos e inadequações ergonômicas no ambiente doméstico. A sobrecarga de responsabilidades domésticas e de cuidado, frequentemente atribuída às mulheres, mostrou-se um fator agravante para o estresse e o desconforto físico. Conclui-se que, embora o trabalho remoto apresente benefícios importantes, sua sustentabilidade depende da implementação de políticas organizacionais sensíveis às desigualdades de gênero, com foco em saúde ocupacional, ergonomia, apoio psicossocial e equidade.


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