Navegando por Autor "Moura, Maderson Diego Rocha de"
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- ItemCURVAS DE ENRAIZAMENTO DE MINIESTACAS DE CLONES DE EUCALIPTO(2025-02-27) Moura, Maderson Diego Rocha de; Doutor Ivan da Costa Ilhéu Fontan; Doutor Bruno Oliveira LafetáEste trabalho teve como objetivo acompanhar o processo de rizogênese, ajustar curvas de enraizamento por meio de modelagem matemática e determinar o tempo ótimo de permanência de miniestacas de seis clones comerciais de eucalipto em casa de vegetação, visando otimizar a produção de mudas clonais em um viveiro comercial de produção de mudas, localizado em Itamarandiba, Minas Gerais. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com seis repetições e seis clones híbridos de eucalipto, sendo eles: C1 (Eucalyptus urophylla híbrido espontâneo), C2 (E. camaldulensis × E. grandis × E. urophylla), C3 (E. camaldulensis × E. grandis × E. urophylla), C4 (E. pellita × E. urophylla), C5 (E. urophylla híbrido espontâneo) e C6 (Eucalyptus grandis W.Hill x Eucalyptus urophylla S.T Blake). As miniestacas foram coletadas de um minijardim clonal e plantadas em tubetes com substrato enriquecido, mantidas sob condições controladas de temperatura e umidade. A coleta de dados ocorreu a cada 3-4 dias, durante 32 dias, avaliando o percentual de enraizamento (raízes > 1 cm). Os dados foram ajustados ao modelo logístico Y=α(1+βe−γT)−1+ε que descreveu o comportamento sigmoidal do enraizamento, permitindo estimar os parâmetros α (enraizamento máximo), β e γ (velocidade de enraizamento), com coeficientes de correlação entre 0,9705 e 0,9947. O tempo ótimo de permanência foi determinado pelo método do intercepto entre as curvas de incremento corrente diário (ICD) e incremento médio diário (IMD). Os resultados indicaram padrões distintos de enraizamento entre os clones: C2 (14,8 dias) e C6 (18,3 dias) apresentaram maior velocidade, C1 (23,3 dias) e C3 (22,1 dias) comportamento intermediário, e C4 (30,9 dias), C5 (29,4 dias) enraizamento mais lento. O enraizamento máximo variou de 78,19% (C6) a 91,59 % (C4). Esses tempos foram próximos aos necessários para atingir 70% de enraizamento (meta da empresa), sugerindo adequação do procedimento operacional. Propôs-se o agrupamento dos clones em três classes de tempo para otimizar os ciclos nas casas de enraizamento: precoce (C2 e C6, 15-20 dias), intermediário (C1 e C3, 20-25 dias) e tardio (C4 e C5, 25-30 dias). Essa estratégia pode aumentar a produção anual em até 2,1 milhões de mudas para clones precoces e 900 mil para intermediários, reduzindo custos e melhorando a eficiência do viveiro. Conclui-se que a modelagem logística e o ajuste personalizado do tempo de permanência são ferramentas eficazes para maximizar a produção clonal de eucalipto, considerando as particularidades genéticas e fisiológicas de cada clone.