Navegando por Autor "Leite, Isadora Carvalho"
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- ItemDeterminação de proteína C reativa associada a métodos complementares no diagnóstico da diarreia em bezerros(2025-02-10) Leite, Isadora Carvalho; Doutora Cândice Mara BertonhaA diarreia é uma afecção de origem multifatorial em que ocorre o aumento da quantidade ou frequência da defecação. Além disso, se apresenta como um problema frequente na bovinocultura leiteira e participa significativamente da taxa de mortalidade de bezerros. Desse modo, no presente trabalho, objetivou-se avaliar a técnica de mensuração da proteína C reativa em associação a métodos complementares, com o intuito de identificar os animais com diarreia na rotina clínica de maneira precoce. Para isso, foram avaliados 20 bezerros, entre machos e fêmeas, da raça Girolando, em diferentes graus de sangue, do setor de Bovinocultura de Leite da Fazenda Varginha, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Campus Bambuí. Os animais foram avaliados por meio dos parâmetros hematológicos de hematócrito e dosagem qualitativa da proteína C reativa, escore de fezes, escore de sinais clínicos, ultrassonografia da veia cava caudal e artéria aorta e pH da urina. As avaliações ocorreram na primeira semana de vida, com repetição na 2ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 10ª e 12ª semanas, quando atingiram a idade de 84 dias. O momento em que houve mais casos de diarreia foi na semana 7 (45% - 9/20), seguido pela semana 6 (40% - 8/20), semanas 2 e 4 (35% - 7/20), semana 5 (33% - 6/18), semanas 8 e 10 (32% - 6/20), semana 1 (20% - 4/20) e, por fim, semana 12 (16% - 3/19), ressaltando que os casos diagnosticados foram apenas de diarreia branda, observados pelos valores de escore de fezes obtidos, sem que houvesse alteração do estado clínico do animal, aspecto demonstrado pelos valores do escore clínico. As médias do pH urinário se apresentaram discretamente inferiores às descritas para bezerros hígidos. Por meio da ultrassonografia abdominal, técnica que se mostrou possível de ser aplicada, observou-se correlação negativa entre os diâmetros da veia cava e artéria aorta abdominais, que, embora não significativa, revelou que, à medida que o hematócrito diminui, o diâmetro das estruturas vasculares aumenta. A concordância entre os testes possibilitou identificar que o escore de sinais clínicos e pH de urina não substituem a realização do escore de fezes, assim como a proteína C reativa, que se mostrou pouco eficiente na detecção precoce do processo inflamatório ocasionado pela diarreia, não apresentando diferença significativa nos momentos de maior ocorrência da doença. Dessa forma, observa-se que não foi possível identificar a PCR como método precoce de diagnóstico da diarreia em bezerros. Os casos brandos desta enfermidade não possibilitaram alterações evidentes no estado clínico dos animais.